terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma barulheira mundial

Houve uma mente, seguramente iluminada, que resolveu promover um instrumento musicalmente medíocre, a vuvuzela, a símbolo de apoio aos jogos deste Mundial. Tal mente esqueceu-se, ou talvez não, que a vuvuzela de um Sul-Africano em nada se distingue da vuvuzela de um Alemão: ambas produzem o mesmo som monótono e horrível. Tal mente esqueceu-se, ou talvez não, que, se a vuvuzela se destina a apoiar alguém quando está a jogar, esse alguém não sabe se a vuvuzela o está a apoiar ou a tentar fazer exactamente o contrário. Isso é evidente em todos os jogos, onde o ruído de fundo das vuvuzelas, permanente, homogéneo, constante, não traz qualquer valor acrescentado ao espectáculo, antes pelo contrário. Desapareceram os cânticos, abafados pela barulheira. Desapareceram os gritos de frisson ou susto, esmagados pela chinfrineira. Desapareceu a emoção expressa pelas claques, subjugada por um ruído inumano.

Há uma tira do Asterix e Cleópatra, copiada abaixo, que resume bem o que penso sobre as vuvuzelas.

Um comentário:

  1. Não sei se repararam, mas no jogo Portugal vs Coreia do Norte, houve já ritmos vuvuzeliais entoados de forma sincronizada pelo público :D

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