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quarta-feira, 20 de abril de 2011

O efeito clarificador da crise

Uma das vantagens da crise é tornar as pessoas e as instituições mais claras: Greve no 1.º de Maio para poder gozar feriado

quinta-feira, 18 de junho de 2009

AutoEuropa e a solidariedade dos seus funcionários



"O pré-acordo tinha sido estabelecido entre a administração da fábrica de Palmela e a Comissão de Trabalhadores e previa uma redução do pagamento do trabalho extraordinário em seis sábados por ano."


Os trabalhadores estão a conseguir fazer o que não queriam: levar aquela gente toda para o desemprego. Já exprimi a minha opinião sobre esta posição dos trabalhadores da AutoEuropa. Pouco tenho a acrescentar. Apenas a tristeza por o paradigma na relação trabalhador-empregador neste país ser ainda o que se verificava nos tempos dos meus avós (ou uma sua modificação, para pior).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Basta o título

... para percebermos que há algo de errado:

Líder da Fenprof diz em comício da CDU que Sócrates distingue entre "cidadãos de primeira e de segunda"

Hum... Líder sindical discursando num comício da CDU? Ah, esperem! Ao lermos a notícia, vemos o seguinte:

"O dirigente da Federação Nacional de Professores respondia assim às declarações do secretário-geral do PS, José Sócrates, que afirmou no sábado que há sindicatos que são instrumentalizados e que funcionam como correia de transmissão de partidos, a propósito da manifestação que juntou dezenas de milhar de docentes em Lisboa, e em que esteve presente a cabeça-de-lista da CDU ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo."

Como é? Ora diga lá outra vez (mas talvez noutro local onde não esteja a decorrer um comício de um partido politico que por acaso juntou-se às manifestações dos professores).

Mais a sério, para quando o verdadeiro sindicalismo (aquele que de facto é útil ao trabalhador e à sociedade) em Portugal?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

AutoEuropa e os sindicatos

Mais uma vez, não há nenhum tipo de dedicação e sacrifício por parte dos trabalhadores para ajudar a salvar a empresa. Os sindicatos, mais uma vez, estão a conseguir fazer o que não queriam: levar aquela gente toda para o desemprego. A empresa faz uma proposta viável - as semanas de trabalho terem apenas quatro dias de laboração em alturas de quebra ou passarem a seis dias, em picos de produção, com os sábados pagos como um dia normal - mas os trabalhadores agarram-se aos seus direitos e não sacrificam nada para tentar salvar o seu posto de trabalho.

Como aqui escrevi, é um cliché dizê-lo, mas aqui aplica-se como uma luva: o trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro. O patrão deve também entender que, ao proporcionar melhores condições ao seu funcionário, está a investir na capacidade produtiva dos seus trabalhadores, o que leva a um crescimento do seu negócio.

Já há algum tempo sinto que o papel dos sindicatos se encontra deturpado e que, em variadíssimas situações, tem sido prejudicial para os próprios trabalhadores. É preciso dizê-lo com frontalidade: muitos dos sindicatos são um cancro para muitas empresas e, consequentemente, para os seus trabalhadores.