Nesta altura de crise nacional, onde se deveriam diminuir as importações sem entrar em medidas proteccionistas, há uma medida simples que poderia ter vários benefícios para os orçamentos familiares e para a industria nacional: uniformes escolares.
Não estou a brincar. Por circunstâncias que não vêm ao caso, as minhas filhas sempre frequentaram colégios onde existia um uniforme. Um uniforme completo, incluindo saias, camisas, casacos, parcas, pólos, calções, t-shirts, parcas, batas, etc. E, devo dizer-vos, é algo que muito me agrada. Em primeiro lugar, não há sequer lugar a discussões sobre o que vestir e não há modas, pois não há alternativa (bom, com raparigas há sempre, quanto mais não seja a guerra dos collants vs. meias). Em segundo lugar, o investimento inicial pode ser grande mas depois amortiza-se ao longo de anos, o que não acontece com roupa de moda. Em terceiro lugar, as crianças não se distinguem pelas modas, o que é o mesmo que dizer que não se distinguem pela marca das roupas (sim, eu sei que ainda há os relógios, e os telemóveis, e as mochilas, e os sapatos/sapatilhas, e os adereços, etc., mas sempre é menos um pouco). Em quarto lugar, cria um espírito de corpo transversal a outros rótulos (punk, betinho, dread, etc.) que os atenua. Finalmente, contribui para a industria nacional em detrimento do trabalho escravo algures, porque os volumes de uniformes não justificam a importação massiva e, dessa forma, potenciam a micro e pequena industria nacional, mais próxima.
Será que não faria sentido usar esta aproximação em todos os estabelecimentos de ensino até, digamos, ao 12º ano? Eu sei que alguns dirão que isso contribuiria para diminuir a criatividade das crianças :-) mas será que elas, nesse aspecto, são mesmo criativas? ou seguem estereótipos impostos por grupos de pessoas afins? Será que no Reino Unido, onde se usam muito os uniformes, eles têm um deficit assim tão relevante de criatividade por terem usado uniforme? Não creio.
Não estou a brincar. Por circunstâncias que não vêm ao caso, as minhas filhas sempre frequentaram colégios onde existia um uniforme. Um uniforme completo, incluindo saias, camisas, casacos, parcas, pólos, calções, t-shirts, parcas, batas, etc. E, devo dizer-vos, é algo que muito me agrada. Em primeiro lugar, não há sequer lugar a discussões sobre o que vestir e não há modas, pois não há alternativa (bom, com raparigas há sempre, quanto mais não seja a guerra dos collants vs. meias). Em segundo lugar, o investimento inicial pode ser grande mas depois amortiza-se ao longo de anos, o que não acontece com roupa de moda. Em terceiro lugar, as crianças não se distinguem pelas modas, o que é o mesmo que dizer que não se distinguem pela marca das roupas (sim, eu sei que ainda há os relógios, e os telemóveis, e as mochilas, e os sapatos/sapatilhas, e os adereços, etc., mas sempre é menos um pouco). Em quarto lugar, cria um espírito de corpo transversal a outros rótulos (punk, betinho, dread, etc.) que os atenua. Finalmente, contribui para a industria nacional em detrimento do trabalho escravo algures, porque os volumes de uniformes não justificam a importação massiva e, dessa forma, potenciam a micro e pequena industria nacional, mais próxima.
Será que não faria sentido usar esta aproximação em todos os estabelecimentos de ensino até, digamos, ao 12º ano? Eu sei que alguns dirão que isso contribuiria para diminuir a criatividade das crianças :-) mas será que elas, nesse aspecto, são mesmo criativas? ou seguem estereótipos impostos por grupos de pessoas afins? Será que no Reino Unido, onde se usam muito os uniformes, eles têm um deficit assim tão relevante de criatividade por terem usado uniforme? Não creio.










