segunda-feira, 4 de maio de 2009
Benfica e Futebol Português
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Nova estirpe do vírus da Gripe Suína
"O que é a gripe suína?
Frequente e poucas vezes fatal, embora com altos níveis de transmissão, a gripe suína é uma doença respiratória dos porcos. (...) Mais rara ainda é a transmissão entre humanos.
Este surto deve-se a um novo tipo de gripe suína?
Sim. Trata-se de uma nova estirpe, nunca vista anteriormente, do vírus da gripe H1N1. Tem ADN de aves, suínos e humanos.
Quais são os sintomas?
Os sintomas são semelhantes aos da gripe humana normal: dores musculares, febre, tosse, cansaço, embora esta estirpe provoque mais frequentemente náuseas, vómitos e diarreia.
Porque é preocupante?
(...) Mas esta nova estirpe parece ser facilmente transmitida entre humanos, aparentemente do mesmo modo que a gripe: por partículas da saliva de uma pessoa infectada, sobretudo através da respiração e da fala (daí a recomendação de usar máscaras).
A OMS avisou para uma potencial pandemia. Porquê?
Porque é um vírus que está a afectar pessoas jovens e de boa saúde (normalmente a gripe atinge mais crianças e idosos ou pessoas fragilizadas) (...)
Há alguma vacina?
Não há ainda uma vacina. Como são produzidas em ovos, as vacinas demoram sempre algumas semanas até chegarem ao público.
E tratamento?
Este vírus é sensível a dois medicamentos antivirais, o Tamiflu e o Relenza, que devem ser, no entanto, tomados nos primeiros dias de sintomas para serem mais eficazes."
O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas lançou também um comunicado com o título "Gripe suína sem qualquer relação com consumo de carne de porco", de onde retiro o seguinte:
"O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas vê necessidade de fazer alguns esclarecimentos, a saber:
- Nas últimas décadas, não foi detectada em Portugal qualquer infecção em suínos causada por esta estirpe de vírus, nem quaisquer situações de gripe suína.
- O vírus em causa não se transmite através do consumo de carne de porco, mas sim pelo contacto das pessoas doentes com as saudáveis.
- Nos últimos seis meses não foi importado para Portugal qualquer material obtido de suínos originários do México ou dos Estados Unidos."
terça-feira, 28 de abril de 2009
Somos todos precisos
Eu já desisti (de acreditar no potencial do PSD com esta senhora na liderança). E você?
TVI + Freeport
"O jornalista não é um mero transportador de informação. É hoje, mais do que nunca, um validador da informação. E essa operação não foi feita pela TVI.
Além dos problemas obviamente graves de se estar relatar informação não rigorosa, elevamos, com esta prática, o risco de manipulação dos jornalistas. Um qualquer vídeo poder ser gravado com uma conversa entre duas pessoas que acusam uma terceira não presente, para o entregarem a um jornalista que o emite sem fazer qualquer trabalho adicional."
Vale a pena ler o artigo, sobretudo o post de resposta aos comentários.
sábado, 25 de abril de 2009
"Reconsidering a miracle"
"In short, how much of the apparent US productivity miracle, a miracle not shared by Europe, was a statistical illusion created by our bloated finance industry?
Dean Baker has argued for some time that, properly measured, the productivity gap between America and Europe never happened."
Tenho de me confessar um céptico em relação à dita superioridade dos Estados Unidos. Ou melhor, sempre acreditei na sua clara superioridade no que toca a marketing e manipulação de resultados.
A promoção de Otelo Saraiva de Carvalho
"Hoje, Otelo é promovido a Coronel, com uma indemnização superior aquela que receberam as famílias das vítimas que assassinou."
O que dizer? O que pensar?
25 de Abril defraudado?
Pergunto não sem a malícia de o levar ao engano. Porque politicamente a esquerda e a direita debatem, num inútil puxar de cordas, as responsabilidades, as mudanças, o PREC, o 25 de Novembro, e as repercussões no Portugal de hoje.
Mas, para mim, e talvez não sem controvérsia, aquele que mais cravos debulha é o abstencionista.
para os desiludidos com o sistema... ajam, porque também os capitães agiram face à desilusão;
para os que não confiam o seu apoio a ninguém... em branco votem, como pondo cravos em espingardas;
para os que querem protestar... protestem - mas votem, que as palavras não são antónimas e ambas brotam da mesma liberdade.
Trai a revolução porque, em democracia, votar é dever cívico. E neste ano três testes teremos à saúde deste espírito de '74.
Viva a liberdade!
Viva o 25 de Abril!
E que tal propor soluções alternativas?
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ensino obrigatório alargado até ao 12º ano?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O vigésimo segundo!
Que dia fantástico! O sol apareceu. Disse adeus a um nevoeiro matinal e deu calor a esta tarde de primavera em pleno mês de Abril! O dia tem tudo para ser diferente – é o vigésimo segundo!
Sigo em passo acelerado serpenteando a Serra de Sintra até ao local marcado para o almoço. Sento-me numa cadeira em frente ao plasma e passados segundos (mesmo a propósito com a data) começa a rodar um vídeo sobre o Costa Rochosa - o nosso maravilhoso Portugal!
As imagens sucedem-se a um ritmo incrível e a beleza delas deixa-me aterrado! Que país fantástico é o nosso!! Vejo imagens do norte, do centro e do sul, do litoral e do interior. Vejo castelos e palácios, sés e igrejas, rios e montanhas… Reconheço muitos daqueles sítios, mas olho para aquelas imagens como se fosse a primeira vez. Aparece Sintra com o seu Palácio da Pena bem lá no alto. “Incrível!” - apetece-me exclamar… Tenho esta visão da janela do meu quarto e por ser assim tão acessível, desprezo-a quase diariamente! “Que burro!” – apetece-me concluir…
Delicio a comida, bem como as paisagens que o vídeo me introduz olhos a dentro…
No regresso, venho bem mais devagar. Tenho que ver bem esta vila que está ali tão perto de mim e eu a sinto tão longe… Sento-me num banco de jardim a observar o verde que me rodeia, o colorido dos palácios, a azáfama dos passarinhos a voar; ouço o trotar dos cavalos a ecoar pela calçada e o espanto dos turistas que passam… Quase consigo imaginar o Eça ali sentado a escrever sobre o Carlos e a Maria Eduarda. “Fabuloso!” – sussurro eu só para o meu ouvido…
Regresso a casa, abro as cortinas da janela e aqui estou!
Escrevo-vos apreciando o Palácio da Pena em todo o seu esplendor! Sintra também faz parte desta costa rochosa e por vezes tão pedregosa que é o nosso país! Sintras, há muitas por aí…
Hoje é Dia Mundial da Terra!
"O Homem só cuida daquilo que ama."
A luta continua... cada vez mais desgastada II
Luta divide professores e sindicatos:
"(...) Considerando que os sindicatos estão a "condicionar e a inibir a livre discussão" do tema ao confrontarem os professores com uma moção previamente elaborada, os três principais movimentos (MUP, APEDE e PROMOVA) divulgaram um texto conjunto onde, além disso, repudiam e denunciam o facto de a moção posta à subscrição pela Plataforma Sindical (que agrega os 11 sindicatos do sector) se limitar a convidar os docentes a mandatar os sindicatos para encontrarem uma data, no 3.º período deste ano lectivo..."
Para quando a saída de Mário Nogueira?
15-1
Quanto ao ataque a Manuela Moura Guedes, concordo que o PM desceu um pouco baixo ao dizer que o telejornal das sextas na TVI é "travestido", mas a minha opinião acerca dessa dita "jornalista" já foi aqui apresentada.
Quer se goste quer não, José Sócrates é um monstro politico. Posso discordar de inúmeras medidas do Governo, mas a verdade é que ontem o PM foi objectivo nas suas respostas e respondeu com números e algumas soluções. E a verdade é que, neste momento, o PSD não tem soluções. E a situação actual exige que se aja.
O artigo de opinião de Teresa de Sousa no Público reflecte em traços gerais o que eu achei da entrevista de ontem. Recomendo a leitura do artigo todo, mas deixo aqui algumas citações:
- "O combate à crise? Sócrates tem um discurso e tem uma estratégia eleitoral (mesmo que de alto risco). Não é por aí que se vai atrapalhar. Auto-estradas? Grandes investimentos públicos? TGV? Energia? Banda Larga? Educação? Sim, sim, sim e sim."
- "Já o ouvimos, com coerência e com segurança, explicar os fundamentos das medidas, das obras e das apostas. Nenhuma novidade."
- "Faltou-lhe, no entanto, a visão de conjunto, a ideia de que há um caminho difícil que pode ter um futuro. Um luxo a que se pode dar enquanto não houver termo de comparação."
- "Feitas as contas, Sócrates igual a si próprio. Um clássico."
terça-feira, 21 de abril de 2009
20 anos depois...
Eu sim... tinha quase quase 6 anos. A televisão mostrava-me homens fardados contra homens fardados... Eram polícias a manifestarem-se! Eram polícias a bater nos manifestantes! Eram polícias a lançar água contra... polícias! Hum? Algo não estava bem...
"- Pai?! Que fazem aqueles senhores ali vestidos de polícias?! Eles não são polícias pois não? Os polícias não levam porrada!"
Hoje, 20 anos depois da carga policial conhecida pelos "Secos e Molhados", continuo a fazer perguntas sobre aquele dia...
- Porque raio em 1989 os polícias não podiam ser sindicalizados?
- Porque raio em 2009 os militares também não podem ser sindicalizados?
- Serão os militares e os polícias pessoas assim tão diferentes que não podem manifestar-se?
- Se é pelo facto de possuírem uma arma que eles não podem manifestar-se, então os "putos de gangue" podem?
- Quem mandou àqueles "polícias secos", tornar os outros "polícias molhados"?
- Que aconteceu àquele que deu a ordem de carga policial sobre os polícias?
- Porque é que os polícias acataram uma ordem tão estúpida como carregar sobre os seus colegas de profissão que até estavam a defender os seus próprios direitos?
- Porque é que em 1989 eu era um pequeno de 6 anos e achava que ninguém podia bater num polícia e hoje, que tenho quase 26, acho que toda a gente pode bater num polícia e a polícia não pode tocar em ninguém?
E não é que ele até sabe escrever...
Leiam! Vale a pena!
Campanha sempre em crescendo
Num tom mais sério, o que temia (juntamente com a Cristina Mendes Ribeiro) começa a acontecer...
Paulo Rangel:
- "Eu não vou adjectivar, vou manter o nível, a elevação e a elegância do debate."
- "O candidato Vital Moreira tem tiques estalinistas."
- "Não venha para aqui com a sua moral de pacotilha."
Qualidade de ensino, avaliações dos professores e exames nacionais
Enunciemos primeiro os problemas que queremos resolver:
- Para uma avaliação correcta da dos professores é fundamental que os seus alunos sejam avaliados num plano de igualdade com os demais, o que só é possível com exames nacionais;
- Os exames deveriam ser similares entre anos consecutivos, para se averiguar evoluções negativas ou negativas dos alunos entre anos consecutivos de avaliação;
- Deveria ser possível aos alunos escolherem datas diferentes de realização do exame sem que isso lhes trouxesse qualquer benefício ou prejuízo;
- Os exames deveriam ser realizados por todos os alunos em todos os anos lectivos para garantir uma progressão com conhecimentos comprovados a nível nacional;
- A operacionalização dos exames nacionais envolvendo todos os alunos deveria ser fácil;
- Os alunos deveriam ter algum conhecimento da estrutura e tipo dos exames (o chamado exame modelo); e
- Os exames deveriam ser isentos de gralhas.
Se resolvermos estes problemas todos, podemos garantir que os alunos são avaliados à escala nacional de um forma igual, independentemente da escola e data de exame, que não existe uma sobrecarga logística de preparação e distribuição dos exames e que os mesmos não geram insatisfação porque correspondem ao esperado, não possuem gralhas e não variam de forma significativa entre datas. Será que é possível?
Pois bem, a solução proposta é a seguinte. Imaginemos uma disciplina, Matemática, por exemplo. Mas aplica-se a qualquer outra passível de avaliação por exame:
- Por cada ano lectivo divide-se as matérias leccionadas em partes (por exemplo, lógica, derivadas, sistemas de equações, etc.).
- Para cada parte elaboram-se e distribuem-se centenas (ou milhares) de problemas, graduados em 3 níveis (fácil, médio, difícil).
- Publicam-se os problemas, a sua graduação, o tempo médio de resolução por um docente e a parte a que dizem respeito.
- Os alunos acedem aos problemas para praticar e averiguar os seus conhecimentos; a publicação de soluções é possível mas não deveria fazer parte da infra-estrutura base para evitar problemas com gralhas.
- Os enunciados de exame são gerados automaticamente a partir dos problemas publicados. O exame deverá ter um conjunto de perguntas por parte leccionada que seja proporcional ao peso dessa parte no total do ano lectivo. O exame deverá também ter percentagens fixas de perguntas fáceis, médias e difíceis (por exemplo, 30%, 50%, 20%), independentemente da parte a que pertencem.
- Os enunciados gerados automaticamente são avaliados em termos do seu tempo total de realização. Caso seja excessivo, as perguntas são sucessivamente substituídas por outras similares (mesma parte e grau de dificuldade) mas com menor tempo de correcção. Caso seja reduzido, usa-se o procedimento oposto.
- Para cada exame podem ser gerados enunciados diferentes, de modo a minimizar problemas com cópias durante as provas.
- Após a realização do exame, escolhe-se aleatoriamente um docente por cada pergunta para o mesmo elaborar a grelha de correcção.
- Distribui-se aleatoriamente as provas dos alunos por todos os professores. A aleatoriedade não precisa de ser à escala nacional, basta regional, o que é importante é garantir um anonimato efectivo na correcção.
- Para as revisões de provas escolhem-se uma vez mais docentes aleatoriamente.
Vejamos, então, se resolvemos os problemas enunciados. Os alunos são avaliados de igual forma, independentemente da data escolhida para o exame e do enunciado de exame concreto que lhes é apresentado, porque os exames são gerados aleatoriamente mas com graus de exigência similares. Os exames, de ano para ano, mantêm o seu grau de exigência, a menos que mudem as partes leccionadas em cada ano lectivo ou o seu peso relativo. Os alunos podem gerar exames modelo; basta para tanto seguir os mesmos critérios usados para gerar os exames reais. Finalmente, os exames são fáceis de gerar e não têm gralhas, a menos que as mesmas existam nos problemas publicados, o que pode ser evitado através de uma validação antes da publicação e pela validação pública.
Falta, para concluir, garantir que existe um conjunto grande de problemas diferentes publicados e que os mesmos estão bem aferidos em termos de correcção, grau de dificuldade e tempo de resolução. Para tal, bastaria que cada professor tivesse um incentivo à publicação de problemas diferentes e que os seus colegas, escolhidos aleatoriamente, indicassem gralhas, o grau de dificuldade e o tempo de resolução. O incentivo à publicação de problemas poderia ser monetário (por exemplo, cada professor poderia receber uma determinada quantia pela publicação, ou pela escolha num determinado exame). O incentivo à diferença na publicação de problemas é mais complexo, mas poderia ser resolvido através de um mecanismo de arbitragem, onde, em caso de igualdade, ganharia o que tivesse feito a publicação mais cedo.
Desta forma, contribuía-se de forma efectiva para uma avaliação confiável dos alunos em todos os anos lectivos, ponto de partida para uma avaliação da qualidade do sistema (professores, escolas, etc.). A solução pode ainda ser melhorada de forma a avaliar a qualidade dos professores em termos de correcção de provas. Por exemplo, podem ser omitidas as grelhas de correcção para detectar professores com critérios de correcção demasiado ou pouco exigentes, o que permitiria alertá-los para essa facto.
Finalmente, uma curiosidade interessante: os professores poderiam usar as suas provas passadas para produzir os problemas públicos e poderiam usar os problemas públicos para gerar as suas próprias provas locais futuras.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
"Vou fazer um partido" - ipsis verbis
Procurei o artigo na internet, para postar aqui apenas o link, mas não o encontrei. Também não queria cometer a ilegalidade de copiar o artigo todo... Mas cortar partes pareceu-me agressivo (para o artigo e para o seu autor). Fazer um resumo seria egoísmo da minha parte ao sonegar palavras aos seus leitores! E quanto aos direitos de autor, se com a compra da revista a lei não me permite a partilha da leitura da mesma, então aqui fica a devida publicidade: COMPREM A REVISTA SÁBADO DESTA SEMANA! Para além deste, tem muitos artigos interessantes!
Ah! E quanto ao Nuno Rogeiro é um brilhante politólogo que deve continuar a escrever artigos assim!
Bom, com isto tudo espero estar perdoado do pecado da "cópia" e assim poder passar à parte realmente importante, o artigo:
'O partido político ideal, em Portugal, não existe. Não existe porque não (se) pode. Não existe porque não (se) quer. Não existe porque não (se) sabe. Por outras palavras, ninguém quer "avançar para se queimar". E todos vão tratando da vida.
A verdade é que a política partidária não atrai os melhores elementos da sociedade portuguesa. "Vai-se" para a política como se ingressa nas maçonarias: nas palavras de um iniciado, entra-se na Loja para se arranjar emprego, para se passar num exame, para se subir na vida.
A velha anedota inconveniente dizia que "nada é para sempre, nesta vida, a não ser o herpes labial." Ou seja, não é impossível uma revolução, mais ou menos tranquila. Épocas houve em que novas ideias e novos dirigentes entusiasmaram os cépticos, os cínicos, os descrentes. Até os "apolíticos".
Entretanto, muita política vai-se fazendo fora dos partidos.
Nas ruas, nas organizações sociais, nas academias e nas corporações, nos quadros técnicos do Estado e nas empresas, nas escolas e nos quartéis. Faz-se nos círculos de amigos, nos bairros e nas cidades. Faz-se entre profissionais livres e nos meios intelectuais. Faz-se entre reformados e activos. Faz-se. Uma das provas é a misteriosa "opinião pública".
Portugal necessita de um partido que o compreenda e transforme. Que não deixe a liberdade, a autoridade e a justiça social contradizerem-se.
Não precisa de "invenção" nem "optimismo". Há muitas escolhas que são conhecidas, são duras, e são necessárias. E o realismo face às crises (em suma, a verdade) é bem mais necessário do que a "auto-estima".
Um primeiro tema de campanha seria assim, no partido ideal, "Política a sério". Esta implica seriedade e profundidade, e labor. É preciso "pôr os políticos a trabalhar".
Não se trata tanto de saber qual a dimensão do Estado, mas conhecer o que faz, e como. Uma boa ideia seria "mais Estado útil, menos Estado inútil".
Por outro lado, qualquer governo de mérito tem de apoiar e aplaudir a produção esforçada, a criação e a inovação.
Conviria dizer, não só, "a terra - e o mar - a quem trabalha", mas "compre qualidade nacional", o que é diferente de "compre português".
E não ficaria mal porpor um "selo de qualidade para as universidades" (como se faz já em engenharia), em vez de as ameaçar com o fecho.
Na (in)segurança, convém propor uma "polícia com meios, inteligente e respeitada". E, na imigração, precisamos de ser claros: "Não aos novos escravos. Combate sem trégua à imigração ilegal."
Na Justiça, não se deve, verdadeiramente, dizer nada. Não porque aos juízes não se deva bater nem com uma flor, mas para evitar a continuação do actual barulho. Barulho onde espanta ser precisa uma "nota" do PGR, para assegurar a independência e tranquilidade do Minitério Público.
Na defesa nacional, é preciso "fazer das fraquezas forças" e não o contrário. E explicar que "ser militar" não é uma profissão qualquer. Todos os dias o soldado põe "a minha vida ao vosso serviço". Do povo.
Por fim, num País onde faltam as bases, não se construa já o tecto: "Enquanto houver um português que não lê, não há TGV".'
sábado, 18 de abril de 2009
Tempos de desespero
Quando a população aceita a ruína, os tempos são de desespero."
Pam Brown, N. 1928
sexta-feira, 17 de abril de 2009
"Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio"
A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.
A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.
O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.
Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento, mais dois dias do que estava previsto no actual regime.
Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.
O diploma ontem publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'."






