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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Distribuição alternativa de deputados por país no Parlamento Europeu

No seguimento da proposta do André para combater a alta abstenção nas eleições europeias, onde ele proponha que o número de deputados de cada país no Parlamento Europeu fosse proporcional ao número de votos expressos nesse país, o nosso habitual leitor e comentador Tiago Vinhoza fez as contas e enviou-me a distribuição de deputados de acordo com a regra proposta pelo André:

PaísNº deputadosNº deputados ajustadoVariação do Nº deputadosAbstenção
Alemanha9997-257,50%
Áustria1718+154,70%
Bélgica2246+249,00%
Bulgária1714-362,51%
Chipre68+241,12%
Dinamarca1317+440,50%
Eslováquia135-880,37%
Eslovénia74-371,98%
Espanha5053+354,00%
Estónia66056,10%
Finlândia1312-159,70%
França7267-559,52%
Grécia2226+447,37%
Holanda2521-463,50%
Hungria2218-463,72%
Irlanda1215+342,40%
Italia72108+3634,95%
Letónia89+147,43%
Lituânia125-779,46%
Luxemburgo612+69,00%
Malta59+421,20%
Polónia5028-2275,47%
Portugal2218-463,52%
Reino Unido7257-1565,52%
Republica Checa2214-871,78%
Roménia3321-1272,33%
Suécia1818056,20%


Aqui em Portugal, teríamos 18 eurodeputados divididos da seguinte forma: PSD=7, PS=6, BE=2, CDU=2, CDS=1.

Inúmeras análises podem ser feitas a partir desta tabela: o meu objectivo é ver como vocês reagem a esta proposta.

No mínimo, é apenas mais um indicador para a péssima campanha para as europeias a que assistimos em Portugal.

(Já agora, caso os votos em branco ou nulos correspondessem a um partido, dado o elevado número deste tipo de voto, o PS perderia um deputado para esse partido: PSD=7, PS=5, BE=2, CDU=2, CDS=1, Br/Nu=1. Vale a pena pensar nisto...)

terça-feira, 9 de junho de 2009

A mensagem é clara

Não se tem dado muita visibilidade a isso, mas nestas eleições europeias, para além da elevada abstenção, temos um sinal ainda mais claro da esperança que os portugueses depositam na actual classe politica: 236030 portugueses deram-se ao trabalho de ir votar para não votar em ninguém. Este valor representa 6.63% dos votantes! Para ser mais preciso, houve 164877 votos em branco (4.63%) e 71153 votos nulos (2%).

Quem (na classe politica) terá coragem para abordar esta questão? Sim, porque falar da abstenção é fácil e é "bonito" chamar as pessoas às urnas. Discutir as razões que levam 6.63% dos votantes a não confiar em nenhum dos candidatos é muito mais delicado.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Debate politico no café

O PSD ganhou (mesmo com um resultado pior do que em 2004), o PS teve uns dos piores resultados de sempre (pior ainda do que o obtido por Santana Lopes!), o grande vencedor foi o BE (e já agora o CDS, ao derrotar as sondagens). Têm saído inúmeras análises aos resultados, não quero alongar-me por aí (apesar de achar um pouco estranho o proclamado estado de graça do PSD, quando na verdade decresceram em relação a 2004; a derrota do PS reflectiu-se numa distribuição de votos na restante esquerda - sobretudo no Bloco-, não propriamente no PSD).

O que eu quero partilhar convosco é uma acesa discussão a que assisti no domingo de manhã, a propósito das eleições. Não quero fazer juízos de valor, quero apenas partilhar a conversa convosco. Três senhoras estão alegremente a tomar o seu pequeno-almoço, quando uma lança o debate:

Senhora 1: Epá, já foste votar?
Senhora 2: E eu quero lá saber disso!
Senhora 1: Mas tu és burra ou quê?! Tens de ir votar no Sócrates, senão tiram-nos o rendimento mínimo! Tas a dormir, é o que é!

A terceira senhora, visivelmente irritada, decide intervir:

Senhora 3: O quê?! Votar nesse grandessíssimo filho da mãe?! Eu trabalhei uma vida inteira e recebo uma merda de reforma! E vocês, muito mais novas que eu que já não posso, recebem muito mais do que eu pra estar em casa a coçá-la, pra vir pro café fumar e beber o dia todo! Esse filho da mãe que vá pro caralho! Votar nele nem morta! Tenho é de votar para o pôr a andar!

O silêncio instala-se no café. A senhora 3 levanta-se para sair, não sem antes continuar:

Senhora 3: Ide trabalhar que podem muito mais do que eu! Ide gozar com o caralho! Farta de vos ver foder o dinheiro que eu andei tanto anos a descontar estou eu!

E é assim que as coisas vão, no país real. O que me dizem sobre isto?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Com estas alternativas...

...venha lá o Bloco Central...



Atenção: não é um sketch dos Gato Fedorento...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Programas para as eleições europeias (via Delito de Opinião)

Alertado pelo Blasfémias, sinto-me na obrigação de partilhar com os meus leitores o excelente trabalho levado a cabo no Delito de Opinião: ler, resumir e comentar os programas para as eleições europeias. Aqui vão os links:
  • POUS: Despedir a União Europeia

  • PH: Peace and Love

  • MPT: Curto e grosso

  • PNR: O cão-guia

  • PPM: Um rei na Casa Branca

  • MMS: Onde mora o mérito?

  • CDS: É favor não incomodar

  • MEP: Mais `sustentabilidade´

  • PCTP/MRPP: Orgulhosamente sós

  • PCP: Saudades do COMECON

  • PSD: O referendo debaixo do tapete

  • BE: 'Auscultação dos povos'

  • PS: O pecado mora ao lado

terça-feira, 2 de junho de 2009

Procura-se

... a verdadeira campanha para as eleições europeias. Tem paradeiro desconhecido desde o nascimento. Suspeita-se que a desaparecida tenha passado a identificar-se como "campanha pré-legislativas"(1).

Talvez com a excepção da CDU e do Bloco de Esquerda, onde param as propostas e discussões verdadeiramente europeias?

(1) Mesmo com esse nome, tem sido de um nível tão baixinho... Tem sido cá um prelúdio para as legislativas...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

EU Profiler

Ora aqui está uma aplicação online muito interessante: EU Profiler. O resultado que obtive faz-me reflectir um pouco...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"A Europa é Vital"


Agora entendo a escolha de Vital Moreira como candidato do PS às europeias: permite um excelente slogan!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mais campanha...


Vá, pelo menos é criativo...

Brinquemos



A sério? Quem diria:



P.S. Como já aqui disse, parece-me que os fundos para as campanhas estão a ser usados para tudo, excepto para ideias e/ou soluções... O que uma campanha para umas eleições em tempo de crise faz aos políticos...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Campanha sempre em crescendo

Inesperadamente (ou não), o nível da campanha europeia (veja aqui e aqui) continua a subir! Penso que o Prós e Contras de ontem eliminou qualquer ponta de dúvida sobre a profundidade que se iria atingir durante esta campanha.

Num tom mais sério, o que temia (juntamente com a Cristina Mendes Ribeiro) começa a acontecer...

Paulo Rangel:
  • "Eu não vou adjectivar, vou manter o nível, a elevação e a elegância do debate."
  • "O candidato Vital Moreira tem tiques estalinistas."
  • "Não venha para aqui com a sua moral de pacotilha."
Nuno Melo igualmente um pouco perdido... O que uma campanha para o Parlamento Europeu em vésperas de eleições legislativas faz a alguns bons deputados...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Agora sim, temos campanha

Agora que o PSD tem um cabeça de lista, a batalha começou. E, como vem sendo hábito, o confronto começou logo com declarações onde os candidatos mostram a sua ideologia politica e visão, as suas propostas, as suas ideias e os seus planos para implementar essas ideias:

(in Público):
Um sinal claro do estado actual da politica em Portugal.

Politica de porta-a-porta

Segundo Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD nas Europeias, a sua campanha será "muito orientada para o porta-a-porta, o rua-a-rua, o boca-a-boca, de olhos nos olhos com o cidadão". O mesmo afirma que, relativamente ao anúncio do seu nome como cabeça de lista do PSD, "não considera que tenha sido um anúncio tardio".

Não lhe parece tardio?! Será que o deputado Paulo Rangel tem noção de quantos cidadãos existem na Europa, a quantas portas terá ele de bater, quantas ruas terá de atravessar, com quantos olhos se terá de cruzar?! Ou estará ele a pensar recorrer ao PopulismoMobile?