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sábado, 25 de abril de 2009

"Reconsidering a miracle"

Citando Paul Krugman:

"In short, how much of the apparent US productivity miracle, a miracle not shared by Europe, was a statistical illusion created by our bloated finance industry?

Dean Baker has argued for some time that, properly measured, the productivity gap between America and Europe never happened."

Tenho de me confessar um céptico em relação à dita superioridade dos Estados Unidos. Ou melhor, sempre acreditei na sua clara superioridade no que toca a marketing e manipulação de resultados.

terça-feira, 24 de março de 2009

A solução passará por descer os salários?

in Jornal de Negócios:
"... Em suma, se temos produtividade de país pobre, não podemos ter salários (e consumo) de país rico. Não há volta a dar!"

Ora cá está uma reflexão que nos faz, no mínimo... reflectir.

Embora nos custe a admiti-lo, a realidade é que de facto somos um país com baixa produtividade. Não só ao nível do trabalhador, como também ao nível do gestor. Mais uma vez, uma questão de mentalidade que urge mudar... E para tal, parece-me, é fundamental entender o nosso papel no meio de tudo isto.

É um cliché dizê-lo, mas aqui aplica-se como uma luva: o trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro. O patrão deve entender que, ao proporcionar melhores condições ao seu funcionário, está a investir na capacidade produtiva dos seus trabalhadores, o que leva a um crescimento do seu negócio.

É estranho, mas é uma situação Win-Win. Então porque não vemos isso acontecer? Porque é necessário que ambos os intervenientes tenham essa visão e tomem essa atitude em simultâneo. Caso contrário, se o trabalhador der o máximo de si e não for justamente recompensado, ou se o patrão der as melhores condições possíveis aos seus funcionários mas a produtividade não aumenta (ou até diminui), já todos nós sabemos para onde converge este processo...