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quarta-feira, 1 de abril de 2009

A metáfora da Costa Rochosa

Li e reli com bastante atenção cada uma das "pedradas" que aqui se têm atirado e tenho reparado que todas elas apontam e criticam algo, como fazia o "velho do Restelo" evocado pelo nosso amigo Jorge!
Ele até tem razão no que aqui escreveu... o nome Costa Rochosa remete para uma encosta bastante pedregosa com o mar a bater com força lá no fundo, elevando a espuma das suas ondas até ao céu cinzento e pesado das nuvens. Alguém, no topo da encosta, grita críticas para o mar, como o Velho do Restelo o fazia! As palavras ecoam no meio do nevoeiro e são empurradas pelo vento até aos marinheiros que se encontram a navegar no alto mar.
E agora? Seremos nós velhos ou marinheiros? Será que estamos da parte de fora a atirar "pedras" para afundar o navio? Ou será que estamos lá dentro a atirar as mesmas "pedras" borda fora porque o navio se está a afundar?
Sinceramente não sei! Mas em qualquer uma delas, o que é certo é que o navio está a afundar-se!

Esta é uma metáfora negra para um cenário não menos brilhante do nosso país!

Todavia, o Velho do Restelo estava enganado! Felizmente, os navegadores portugueses foram muito valentes e corajosos, empreenderam a grande conquista portuguesa, elevaram o nome de Portugal ao nível dos Deuses!
Assim, nós também o poderemos fazer!
Embarquemos, atiremos as "pedras" borda fora, remendemos o nosso barco e içemos as velas rumo ao alto mar!


Após ter lido e relido o texto que acabo de escrever sei que fui algo poético, o que nem sempre empolga as pessoas, é alvo de chacota de quem lê ou ouve. Mas noutras, levanta a moral, rasga sorrisos de ânimo na audiência e faz levantar multidões em estridentes aplausos! Foi o que eu vi fazer José Fanha, ontem, na minha escola! Bem-hajam a todos os Zés que andam por aí!

Ah! E para verem que a metáfora da Costa Rochosa não é tão negra assim, escrevam "Portugal Costa Rochosa" no google e procurem imagens!

terça-feira, 24 de março de 2009

A solução passará por descer os salários?

in Jornal de Negócios:
"... Em suma, se temos produtividade de país pobre, não podemos ter salários (e consumo) de país rico. Não há volta a dar!"

Ora cá está uma reflexão que nos faz, no mínimo... reflectir.

Embora nos custe a admiti-lo, a realidade é que de facto somos um país com baixa produtividade. Não só ao nível do trabalhador, como também ao nível do gestor. Mais uma vez, uma questão de mentalidade que urge mudar... E para tal, parece-me, é fundamental entender o nosso papel no meio de tudo isto.

É um cliché dizê-lo, mas aqui aplica-se como uma luva: o trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro. O patrão deve entender que, ao proporcionar melhores condições ao seu funcionário, está a investir na capacidade produtiva dos seus trabalhadores, o que leva a um crescimento do seu negócio.

É estranho, mas é uma situação Win-Win. Então porque não vemos isso acontecer? Porque é necessário que ambos os intervenientes tenham essa visão e tomem essa atitude em simultâneo. Caso contrário, se o trabalhador der o máximo de si e não for justamente recompensado, ou se o patrão der as melhores condições possíveis aos seus funcionários mas a produtividade não aumenta (ou até diminui), já todos nós sabemos para onde converge este processo...